Ghosts
Some ghosts are women,
neither abstract nor pale,
their breasts as limp as killed fish.
Not witches, but ghosts
who come, moving their useless arms
like forsaken servants.
Not all ghosts are women,
I have see others;
fat, white-bellied men,
wearing their genitais like old rags.
Not devils, but ghosts.
This one thumps barefoot, lurching
above my bed.
But that isn’t all.
Some ghosts are children.
Not angels, but ghosts;
curling like pink tea cups
on any pillow, or kicking,
showing their innocent bottoms, wailing
for Lucifer.
Fantasmas
Alguns fantasmas são mulheres,
nem abstratas nem pálidas,
seus peitos tão flácidos como peixes mortos.
Não bruxas, mas fantasmas
que vêm, balançando seus braços inúteis
como empregados descartados.
Nem todos os fantasmas são mulheres,
tenho visto outros;
homens gordos de brancas barrigas,
desgastando seus genitais como trapos.
Não demônios, mas fantasmas.
Na batida do pé descalço, arrastando-se
sobre minha cama.
Porém isso não é tudo.
Alguns fantasmas são crianças.
Não anjos, mas fantasmas;
ondulando como xícaras rosadas
em qualquer almofada, ou esperneando
mostrando seus traseiros inocentes, lamentando
para Lucifer.
Tradução: Priscila Manhães.