
Raymond Carver (1939-1988).
My crow *
Raymond Carver
A crow flew into the tree outside my window.
It was not Ted Hughes’s crow, or Galway’s crow.
Or Frost’s, Pasternak’s, or Lorca’s crow.
Or one of Homer’s crows, stuffed with gore,
after the battle. This was just a crow.
That never fit in anywhere in its life,
or did anything worth mentioning.
It sat there on the branch for a few minutes.
Then picked up and flew beautifully
out of my life.
Meu corvo
Raymond Carver
Um corvo pousou na árvore que há em frente à minha janela.
Não era o corvo de Ted Hughes, nem o corvo de Galway.
Nem era o de Frost, nem de Pasternak, ou o corvo de Lorca.
Tampouco era um dos corvos de Homero, impregnados de sangue,
depois da batalha. Era apenas um corvo.
Que nunca se adequou à sua vida,
nem fez nada digno de mérito.
Pousou ali nos raminhos durante alguns minutos.
Logo alçou vôo majestosamente
e saiu da minha vida.
Versão: Priscila Manhães.



