Essa é uma das melhores músicas do Queens of the Stone Age.
Pra ouvir e dançar com o volume no talo.
In the city is it true?
If you don’t , you act like you do
Feast of fools. I can’t wait
Give em a taste of my Misfit Love
Essa é uma das melhores músicas do Queens of the Stone Age.
Pra ouvir e dançar com o volume no talo.
In the city is it true?
If you don’t , you act like you do
Feast of fools. I can’t wait
Give em a taste of my Misfit Love
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Naima – John Coltrane.
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ENTRE AUTRES
Paul Éluard
A l’ombre des arbres
Comme au temps des miracles,
Au milieu des hommes
Comme la plus belle femme
Sans regrets, sans honte,
J’ai quitté le monde.
- Qu’avez-vous vu?
- Une femme jeune, grande et belle
En robe noire très décolletée.
…
ENTRE OUTROS
Paul Éluard
À sombra das árvores
Como ao tempo dos milagres,
No meio dos homens
Como a mais bela mulher
Sem pesares, sem desonra,
Abandonei o mundo.
- O que tu viste?
- Uma jovem mulher, alta e bela
Em um vestido negro bastante decotado.
Tradução: Priscila Manhães e Carlos Eduardo Ortolan.

Person at the Window – Salvador Dalí
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La Grive
Georgios Seféris
E tu estás
Numa grande casa cheia de janelas abertas
Correndo de um lugar para o outro, sem saber
Para onde olhar primeiro.
Porque os pinheiros, os reflexos das montanhas
E o canto dos pássaros vão desaparecer
O mar vai secar, vidraças estilhaças de Norte a Sul,
Teus olhos vão secar da luz do dia
Assim como se calam, de repente, todas de uma vez,
As cigarras.
Tradução: Priscila Manhães

Sea Serpents IV – Gustav Klimt.
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COITO
Ferreira Gullar
Todos os movimentos
do amor
são noturnos
mesmo quando praticados
à luz do dia
Vem de ti o sinal
no cheiro ou no tato
que faz acordar o bicho
em seu fosso:
na treva, lento,
se desenrola
e desliza
em direção a teu sorriso
Hipnotiza-te
com seu guizo
envolve-te
em seus anéis
corredios
beija-te
a boca em flor
e por baixo
com seu esporão
te fende te fode
e se fundem
no gozo
depois
desenfia-se de ti
a teu lado
na cama
recupero a minha forma usual
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Eu na voz e Marcelo Santos no resto todo.
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Lágrimas de Diamantes
Paulinho Moska
Não se preocupe mais
Com minha imperfeição
Não se pergunte mais
Porque me disse não
Se eu não procuro agora
O que encontramos antes
É só porque a noite chora
Lágrimas de diamantes
Lágrimas de diamantes
À noite, lágrimas de diamantes
De dia lágrimas, à noite amantes
Lágrimas de diamantes
…
Atualização: A imagem do vídeo está melhor aqui.
No Second Troy
WHY should I blame her that she filled my days
With misery, or that she would of late
Have taught to ignorant men most violent ways,
Or hurled the little streets upon the great,
Had they but courage equal to desire?
What could have made her peaceful with a mind
That nobleness made simple as a fire,
With beauty like a tightened bow, a kind
That is not natural in an age like this,
Being high and solitary and most stern?
Why, what could she have done being what she is?
Was there another Troy for her to burn?
…
Sem Segunda Tróia
Por que culpá-la por encher minha existência
De miséria e, mais tarde, enquanto a ação expande,
Aos ignorantes ensinar a violência,
Ou atirar rua pequena contra grande,
Mesmo sem a coragem que o anelar reclama?
Como seria tranqüila, com aquela mente
Que a nobreza moldou singela como a flama?
Ou com o encanto do arco retesado, um ente
Não natural em nosso mundo, por seu jeito
Muito severo e sempre altivo e singular?
Ora, sendo como é, que mais teria feito?
Havia nova Tróia para ela queimar?
William Butler Yeats
Tradução: Paulo Vizioli
Eu te gosto, você me gosta
desde tempos imemoriais.
Eu era grego, você troiana,
troiana mas não Helena,
Saí do cavalo de pau
para matar seu irmão.
Matei, brigamos, morremos.
Virei soldado romano,
perseguidor de cristãos.
Na porta da catacumba
encontrei-te novamente.
Mas quando vi você nua
caída na areia do circo
e o leão que vinha vindo,
dei um pulo desesperado
e o leão comeu nós dois.
Depois fui pirata mouro,
flagelo da Tripolitânia.
Toquei fogo na fragata
onde você se escondia
da fúria do meu bergantim.
Mas quando ia te pegar
e te fazer minha escrava
você fez o sinal da cruz
e rasgou o peito a punhal…
Me suicidei também.
Depois (tempos mais amenos)
fui cortesão de Versailles,
espirituoso e devasso.
Você cismou de ser freira…
Pulei muro de convento
mas complicações políticas
nos levaram à guilhotina.
Hoje sou moço moderno
remo, pulo, danço, boxo,
tenho dinheiro no banco.
Você é uma loira notável,
boxa, dança, pula, rema.
Seu pai é que não faz gosto.
Mas depois de mil peripécias,
eu, herói da Paramount,
te abraço, beijo e casamos.
Carlos Drummond de Andrade
A cidade, de Konstantinos Kaváfis:
em grego – no site é possível se ouvir a leitura no original.
…
La Ville
Tu as dit : “J’irai dans une autre terre, sur une autre mer.
Une autre ville surgira meilleure que celle-ci.
La fatalité condamne, ici, tous mes efforts ;
et mon cœur – tel un mort – gît enterré.
Jusqu’à quand mon esprit restera-t-il dans ce marasme ?
Partout où je dirige mon regard, partout
je ne vois que les noir décombres de ma vie, ici
où j’ai passé tant d’années, tout détruit et tout ruiné”.
De nouveaux lieux, tu n’en trouveras point, ni d’autres mers.
La ville te suivra : dans ces mêmes rues tu rôderas,
Dans ces mêmes quartiers tu vieilliras
Et sous ces mêmes toits blanchiront tes cheveux.
Toujours à cette ville tu aboutiras. Quant à aller ailleurs –
Plus d’espoir – pont de bateau pour toi, point de route.
Comme tu as ruiné ta vie en ce petit recoin,
Sur toute la terre tu l’as aussi détruite.
Tradução: Georges Papoutsakis.
…
The City
You said, “I will go t o another land, I will go to another sea.
Another city will be found, better than this.
Every effort of mine is condemned by fate;
and my heart is-like a corpse-buried.
How long in this wasteland will my mind remain.
Wherever I turn my eyes, wherever I may look
I see the black ruins of my life here,
where I spent so many years, and ruined and wasted.”
New lands you will not find, you will not find other seas.
The city will follow you. You will roam the same
streets. And you will age in the same neighborhoods;
in these same houses you will grow gray.
Always you will arrive in this city. To another land-do not hope-
there is no ship for you, there is no road.
As you have ruined your life here
in this little corner, you have destroyed it in the whole world.
Tradução: Rae Dalven.
A cidade
Tu dizias: “Irei para outras terras, outros mares
em busca de cidade melhor do que esta.
Aqui, todos os meus esforços são natimortos.
Meu coração – amortalhado – aqui se enterrou.
Por quanto tempo minha alma permanecerá no abandono?
Para onde meus olhos se voltem, até onde a vista alcança,
vejo os negros escombros de minha vida,
que vivi, estraguei, destruí aqui”.
Não encontrarás outras terras nem outros mares.
A cidade te seguirá. E nas mesmas ruas sem fim
errarás, nos mesmos bairros te perderás,
e nas mesmas moradas teus cabelos embranquecerão.
Onde quer que vás reencontrarás esta cidade.
Para ti nenhum barco, nenhum caminho alhures te levará.
estragastes a vida em toda parte, pelo mundo inteiro,
e mesmo aqui, nesta mínima pátria.
Konstantinos Kaváfis
Tradução: Priscila Manhães