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for: ‘August, 2008’

Descanso

Show

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Se perguntarem por mim, não estou. Se precisarem mesmo mesmo mesmo, estarei na serrinha. Volto em setembro.

Fiquem com mais uma música do Paulinho Moska que eu e minha banda gravamos, é só apertar o player.

Eu estou pensando em você.
Pensando em nunca mais
Pensar em te esquecer
Pois quando penso em você
É quando não me sinto só
Com minhas letras e canções
Com o perfume das manhãs
Com a chuva dos verões
Com o desenho das maçãs
E com você me sinto bem

Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Te esquecer
Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Te esquecer.

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Mais bossa francesa


Coraline Clément – L’ombre Et La Lumière.

Samba de mon coeur qui bat

Amanhã eu vou cantar essa música em um festival.


Mon dieu que c’est lâche
Que c’est fâcheux
Quelle tragédie, quel tracas
Mon dieu que c’est vache
Mon amoureux est reparti là-bas
Mon dieu que c’est triste
Il m’aimait si peu
Moi je l’aimais tant je crois
Mon dieu tu t’en fiches
Toi tu n’as d’yeux
Que pour une autre que moi
Même si le temps passe
Je n’oublie pas

La samba
La samba des jours avec toi
La samba des jours avec toi
La samba de mon coeur qui bat

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Coraline Clément – Samba de mon coeur qui bat

Saúde literária

Photobucket

Do blog www.last-tapes.blogspot.com

PS: Peço sinceras desculpas ao senhor Rui Amaral e a senhora Cristina por não publicar o link.

Dois poemas de Pierre Reverdy

AIR

Oubli
____porte fermée
Sur la terre inclinée
Un arbre tremble
________Et seul
_____Un oiseau chante

___Sur le toit
Il n’y a plus de lumière
___Que le soleil
Et les signes que font tes doigts

.
AR

Olvido
____porta fechada
Sobre a terra inclinada
Uma árvore freme
__________E só
____Um pássaro canta

___Sobre o teto
Já não há mais luz
___Além do sol
E os sinais que fazem seus dedos

.
DÉPART

L’horizont s’incline
………Les jours sont plus longs
………Voyage
…..Un coeur sauté dans une cage
……….Un oiseau chante
………Il va mourir
Une autre porte va s’ouvrir
…..Au fond du couloir
………Où s’allume
………Une étoile
Une femme brune
La lanterne du train qui part

.
PARTIDA

O horizonte se inclina
………Os dias são mais longos
………Viagem
….Um coração salta em uma jaula
……….Um pássaro canta
………vai morrer
Outra porta se abrirá
……No fundo do corredor
………..Onde se acende
………..Uma estrela
Uma mulher morena
….A lanterna do trem que parte

http://www.revistazunai.com/traducoes/pierre_reverdy.htm

George Bernard Shaw

George Bernard Shaw

“You see things as they are and ask, “Why?” I dream things as they never were and ask, “Why not?”

“My specialty is being right when other people are wrong.”

George Bernard Shaw (1856 – 1950)

A enamorada

Woman with book - Picasso

L’amoureuse
Paul Eluard

Elle est debout sur mes paupières
Et ses cheveux sont dans les miens,
Elle a la forme de mes mains,
Elle a la couleur de mes yeux,
Elle s’engloutit dans mon ombre
Comme une pierre sur le ciel.
Elle a toujours les yeux ouverts
Et ne me laisse pas dormir.
Ses rêves en pleine lumière
Font s’évaporer les soleils,
Me font rire, pleurer et rire,
Parler sans avoir rien à dire

A enamorada
Paul Eluard

Ela está de pé sobre minhas pálpebras
e seus cabelos estão nos meus
Ela tem a forma de minhas mãos
Ela tem a cor de meus olhos
Ela é devorada por minha sombra
Como uma pedra contra o céu.
Ela tem sempre os olhos abertos
E não me deixa dormir.
Seus sonhos em plena luz
Fazem evaporar os sóis
Me fazem rir, chorar e rir,
Falar sem ter nada a dizer.

Enyo e a Carta XV

Alguns esclarecimentos sobre esta postagem. Enyo é a mensageira de Ares, amante de carnificina e sangue. Nos campos de batalha, está sempre atenta, deliciada, aos urros de dor, aos gritos de guerra, aos suspiros dos agonizantes.
E a carta XV? Uma discussão clássica divide os latinistas quando se trata de estabelecer a autenticidade da Carta XV, que aparece nos velhos manuscritos das Cartas das heroínas (Heroidum epistulae – lembremos que o substantivo feminino herois, ides se traduz geralmente por “heroínas”, significando uma semideusa, filha de um celeste com criatura mortal), mas não figura na principal tradução, feita em prosa grega no final do século XII, pelo monge bizantino Planúdio. Em nome do “senso comum” muitas edições excluíram essa carta. Um exemplo é a edição Oxford, de 1874; onde A. Palmer excluiu a carta, mas ela reaparece, em 1998, na segunda edição. Uma garantia suplementar é próprio poeta declarando em Amores: “eu ensino os preceitos do terno amor; escrevi a carta de Penélope a Ulisses; as que serão lidas por Páris, Macareus, Jasão, Hipólito e seu pai; repito das palavras de Dido infeliz e as daquela que tem nas mãos a lira Aônia”: et Aoniam Lesbis amata lyram, isto é, Safo de Lesbos.

Olga Savary

Ycatu*

E assim vou
com a fremente mão do mar em minhas coxas.
Minha paixão? Uma armadilha de água,
rápida como peixes,
lenta como medusas,
muda como ostras.

(*Do tupi: água boa)

Olga Savary, em Os Cem Melhores Poemas Brasileiros do Século.

Apenas um verso

“illuc mentis inops, ut quam furialis Enyo
attigit, in collo crine iacente feror”

“cabelos esparsos sobre os ombros, ando errante,
possuída pela fúria de Enyo”

Ovídio, em Heroidum Epistulae.

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