CANTO PARA CLOVIS TROUILLE

Le Magicien – Clovis Trouille.
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CANTO PARA CLOVIS TROUILLE
Alejandro Puga
O nácar crepuscular de umas unhas leoninas
A máscara concebida como broto de musgo de um rosto cativo de seus próprios desatinos
A pantera feroz em contraste perfeito com os peitos eretos e com as axilas em flor
As mãos diamantinas que ao roçar a escuridão de uma cabeleira vermelha parecem sustentar todo o peso do Universo
A imagem instantânea de tantos óleos magnetizados pela brisa do irracional
A orgia das fontes lumínicas excitadas pelas belas meninas submissas
A orgia do negro incorruptível e o dissabor perpétuo do tirano em retirada detrás dos bastidores do paraíso e do inferno do traço impressionista
O desvio dos olhos da pecadora que, durante uma tempestade de neve, deseja transformar-se em hieróglifo de carne esplêndida
A barco que lhe serve ao sonhador como instrumento musical
O manequim recém maquiado lançado às feras desveladas
O obelisco que aponta seus crepúsculos silenciosos para um cenário cheio de costuras delirantes
As rosas que hipnotizam
Os cortes abruptos na arquitetura do colibri da valsa do inesperado
O exibicionismo durante um descarrilamento ou uma penetração amorosa à luz de uma vela enervada à luz de uma glande que não aceita negativas
A fumaça indomável de uma boquilha de nácar
As teias de aranhas adormecidas pela canícula e os céus baixos que aquietam às palmeiras
O gabinete para quietude de prestidigitadores
Clovis o pintor dos sonhos inconclusos das meias de seda pretas inalterável dos diademas de amendoeira das serpentes para ornar o caminho
Clovis mostra o segredo da origem do mundo encerrado em um olhar sempre o mesmo sempre outro.
CANTO PARA CLOVIS TROUILLE
El nácar crepuscular de unas uñas leoninas / El antifaz concebido como brote de musgo de un rostro cautivo de sus propios desatinos / La pantera feroz en contraste perfecto con los erectos senos y con las axilas en flor / Las manos diamantinas que al rozar la oscuridad de una cabellera bermeja parecen sostener todo el peso del Universo / La imagen instantánea de tantos óleos magnetizados por la brisa de lo irracional / La orgía de las fuentes lumínicas enardecidas por las bellas muchachas rendidas / La orgía del negro incorruptible y la desazón perpetua del tirano en retirada detrás de las bambalinas del paraíso y del infierno del trazo impresionista / El desvío de los ojos de la pecadora que desea transformarse durante una tormenta de nieve en jeroglífico de carne espléndida / La barca que le sirve al soñador como instrumento musical / El maniquí recién maquillado arrojado a las fieras desveladas / El obelisco que apunta sus crepúsculos silenciosos hacia un decorado pleno de costuras delirantes / Las rosas que hipnotizan / Los cortes abruptos en la arquitectura del colibrí del vals de lo inesperado / El exhibicionismo durante un descarrilamiento o una penetración amorosa a la luz de una vela enervada a la luz de un glande que no acepta negativas / El humo indomable de una boquilla de nácar / Las telarañas adormecidas por la canícula y los cielos bajos que aquietan a los palmares / El gabinete para sosiego de prestidigitadores / Clovis el pintor de los sueños inconclusos de las medias negras de seda inalterable de las diademas de almendro de las serpientes para ornar el paseo / Clovis muestra el secreto del origen del mundo encerrado en una mirada siempre la misma siempre otra.
Tradução: Priscila Manhães
Lisa Alves
“O desvio dos olhos da pecadora que, durante uma tempestade de neve, deseja transformar-se em hieróglifo de carne esplêndida”. Isso em uma tela seria hipnotizador. Adorei teu espaço
cesar
Refinado, como sempre.
Cássio Amaral
gostei das imagens que ele produz.
bacana a tradução.
tenho uns canto(s) também.
madrugo vida na sutileza de john mayer.
beijo.
Claudio Daniel
Pris, que beleza de poema! Beso do
CD
Zoe
Bacana a tradução, Pri! Falou com Alejandro?
Zoe
Priscila Manhães
Que bom que gostou, Zoe.
Não falei com o Alejandro, não. Você tem o e-mail dele?
Beijinho