laocoonte, cobras e volúpia [leia-se: voragem]

O homem das cavernas, em algum momento, viu-se enrolado como um Laocoonte em serpentes ensandecidas. A forma desta besta sinuosa não é no imaginário universal um dos emblemas mais antigos da volúpia?
Contador Borges, em “Sobre a santa nudez”.
[post recebido por e-mail. obrigada!]

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Silêncio do meu umbigo

Muitos posts, traduções, músicas, frases, versos, comentários, não dão em nada e, ainda assim, temos sempre de continuar.

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Love me or leave me – Nina Simone

Love me or leave me and let me be lonely
You won’t believe me but I love you only
I’d rather be lonely than happy with somebody else

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Ernesto Sábato

(pintura de Sábato)
E, assim como o cão, ao sentir de repente mais próximo o mistério procurado, começa a cavar com fervor febril e quase alucinado (já alheio ao mundo exterior, alienado e demente, pensando e sentindo aquele único e poderoso mistério agora tão perto), assim ele acometia o corpo de Alejandra, tentava entrar nela até [...]

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Exit Music

Brad Mehldau Trio.

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Les uns et les autres

SONETO SENTIMENTAL
Paulo Henriques Britto
O que você chama de amor é isso?
Essa perda do parco tempo e espaço
que ainda te restam, este desperdício
de esperma? Esse viver sempre em compasso
de espera, sempre com o mesmo desfecho
que te faz dar o que te falta mais?
Que amor mais besta – uma espécie de peixe
palerma, que nada, nada e não [...]

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Revista Coyote

Capa da Revista Coyote N.º 18.
“Revista Coyote lança novo número, tendo como destaques um dossiê com a escritora Márcia Denser, ensaio de Michel Houllebecq, fotos de Iatã Cannabrava, a poesia de Joca Reiners Terron e traduções de Wyslawa Szymborska, Paul Éluard e Jack Kerouac
(…)
Coyote 18 resgata o talento e a lucidez furiosa da escritora Márcia [...]

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Bebel Gilberto

Hoje no Circo Voador.

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Rembrandt – Rafael Alberti

The Raising of Lazarus, 1631-32 – Rembrandt.
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Rembrandt
Rafael Alberti
À luz lhe abriu, lhe deu entrada
nos mais fundos sótãos.
E ali uma misteriosa
voz lhe ordenou de súbito: Combate,
batalha ombro a ombro, fôlego a fôlego,
contra o gélido bocejo das sombras!
Um pulsar, um murmúrio,
um gemido crescente
de cor subterrânea que se expande,
invasor cego, no escuro.
Terras que vão arder,
negros que vão [...]

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