uma promessa rubra
Minhas pálpebras se fecham, lá fora a noite governa irascível, aqui dentro há um silêncio que saboreia a cumplicidade. Há em nossa história essa vigília nas muralhas do verbo, essa insônia dos lábios, cúmplices da eternidade. Um vento que abranda meu corpo e traz o barulho dos passos, o hálito da fome cercando a poesia, a pele. Uma promessa rubra. Sua pele guarda o calor dos sonhos exatamente antes do destino.
Daise
Pri, você devia escrever mais, olha que lindo isso: “Sua pele guarda o calor dos sonhos exatamente antes do destino”. É um calor gostoso, né?
Saudades, moça.
...
Tu escreve lindamente… uma promessa rubra…. tal qual o vinho, na taça… Evoé!
Priscila Manhães
Evoé, mon petit rouge.