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"Eu dentro do templo chuto o tempo. Uma palavra me delineia VORAZ" Ana Cristina César

uma promessa rubra

Minhas pálpebras se fecham, lá fora a noite governa irascível, aqui dentro há um silêncio que saboreia a cumplicidade. Há em nossa história essa vigília nas muralhas do verbo, essa insônia dos lábios, cúmplices da eternidade. Um vento que abranda meu corpo e traz o barulho dos passos, o hálito da fome cercando a poesia, a pele. Uma promessa rubra. Sua pele guarda o calor dos sonhos exatamente antes do destino.

3 Comments


  1. Daise
    May 22, 2009

    Pri, você devia escrever mais, olha que lindo isso: “Sua pele guarda o calor dos sonhos exatamente antes do destino”. É um calor gostoso, né?
    Saudades, moça.


  2. ...
    May 22, 2009

    Tu escreve lindamente… uma promessa rubra…. tal qual o vinho, na taça… Evoé!


  3. Priscila Manhães
    May 22, 2009

    Evoé, mon petit rouge.

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