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for: ‘June, 2009’

So Sorry

Minha versão caseira de So Sorry, de Feist:

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I’m sorry, two words
I always think after you’re gone
When I realize I was acting all wrong
So selfish, two words that could describe
Old actions of mine when patience is in short supply

We don’t need to say goodbye
We don’t need to fight and cry
Oh we, we could hold each other tight
Tonight

We’re so helpless
We’re slaves to our own forces
We’re afraid of our emotions
No one, knows where the shore is
We’re divided by the ocean
And the only thing I know is
The answer it isn’t for us
No the answer isn’t for us

I’m sorry, two words
I always think after, oh you’re gone
When I realize I was acting all wrong

We don’t need to say goodbye
We don’t need to fight and cry
No we, we could hold each other tight
Tonight…
Tonight…

um quadro

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O começo
Acrílico sobre tela
160 x 125 cm
(20 de junho de 2009)

fragmentos

Há coisas que só se revelam quando há sangue.

*

Os batimentos do coração são nossa primeira forma de aplauso.

além das presas (o sentido)

O chamado

mear a noite, as presas
o rubor nas garras

ouvir ao instinto

lamber-se —
miar
co´s olhos

preencher a noite
rasgar; ranger; roer;

o sentido selênico;

auriverde,
esverdinhado

auscultar o olvido,
o silêncio da fala

além das presas (o sentido);

em margens opostas — dois felinos

Bruno Prado

Muralzinho

Amanhã, dia 25 de Junho, as 20h30, na Casa das Rosas em SP, rola o lançamento do livro “O Corpo Possível”, de Felipe Stefani pela editora Dulcinéia Catadora. O livro conta com desenhos e um longo poema do poeta. Tá feito o convite, eu vou e você?

E, também amanhã, chega às bancas a nova edição da Coyote, com entrevista inédita de João Cabral de Mello Neto, feita em 1993, conto do norte-americano Donald Barthelme, traduções da poeta espanhola radicada no Paraguai, Montserrat Alvarez, e uma história em quadrinhos de Teo Adorno, com roteiro de Luiz Bras, são destaques do novo número da revista

“Quando estava morando em Barcelona, tinha acabado de escrever e publicar a ‘Psicologia da Composição’ e estava certo de que não iria mais escrever poesia. (…) Tinha a impressão que havia chegado a um extremo tal de intelectualismo, por assim dizer, com a ‘Psicologia da Composição’, que não tinha mais sentido seguir naquele caminho.” A revelação surpreendente de João Cabral de Mello Neto dá o tom da entrevista feita pelo poeta gaúcho Thomaz Albarnoz Neves, no outono de 1993 – um dos destaques da nova edição da revista Coyote.

O mais novo felino da família

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Eu, Miúda e bebezinho que ainda não tem nome.

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Não tem nem dois meses e já é todo posudo! Igual ao pai.

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Ele e Miúda dormindo juntinhos, que fofo!

Ungaretti

Uma pequena reportagem sobre Giuseppe Ungaretti.

Song: Cherries or Lilies

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Canção: Cerejas ou Lírios

Não há mais alternativa à Morte que o Amor,
nem mais alternativa ao Amor que a morte.
A amizade flerta no caminho do Amor,
a dolência no caminho da Morte.
Fazendo quanto podem junto ao leito
com frutas e flores compradas no vendedor do carro.

Não há mais alternativa à Morte que o Amor
nem mais alternativa ao Amor que a Morte.
Derrama, então, Amor, tuas cerejas sobre mim,
ou cubra-me de lírios, Morte:
pois nunca fomos daquela raça
que duvida ou brinca com a verdadeira necessidade.

Robert Graves
Tradução: Priscila Manhães Lerner

Your body is a wonderland

Minha versão de Your Body Is A Wonderland, de John Mayer; feita em casa mesmo, com apenas microfone e violão.

Beibe, é pra você. ;)

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(…)
You want love?
We’ll make it
Swimming a deep sea
Of blankets
Take all your big plans
And break ‘em
This is bound to be a while

Your body Is a wonderland
Your body is a wonder (I’ll use my hands)
Your body Is a wonderland

O que ela engole

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O que ela engole

O que ela guarda na mão esquerda?
O que ela pede enquanto levita?
De quem se lembra em sórdido fracasso?

Por que não dorme com o antebraço
em vez do travesseiro? Que destinos
giza intrépida com olhos de víbora?

Que demônio se esconde no seu berço?
A noite pode ainda assim retê-la?
O que ela engole e prende dentro do

corpo, amarrando a saia às coxas?
O que lhe rompe o peito às horas
mortas e faz abrir-se o vento, selar-se

o rito, morrer este que escreve? Às vezes
acha tudo ultrapassado, e quer fechar
os braços, o corpo todo. Que nenhum

farsante venha tirar-lhe do vermelho…
Agora é ater-se à dança, conquanto
tenham-se fechado as portas, o teto,

as paredes, e estejamos presos na vitrine.
Não quero desistir de novo e morrer
pela boca como peixe. Pede-se tão pouco

aos poetas: que não mintam, e da sede
que os trucida edifiquem novas cartas
e esferas de granito. Um astronauta

contou-me num poema que os dias na nave
eram graves. Mas sem isso não há como seguir
no espaço o rumo dos sonhos, que desfibram

já os toca o homem. O nosso sangue
é turvo, e o ar que respiramos sem divisas.
She swallows the poisoned apple.

Eu — engulo a rosa do destino.

Sérgio Nazar David

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