Eros II
Há rusga em que Eros se fruste?
Eros, enreda-reses,
anoiteces à face flébil da núbil,
ocupas, transmarino,
o casebre campesino.
Imortal não há,
tampouco homem — ser-de-um-dia –
imune ao teu desvario.
Incriminas quem tem discrímen,
quando enublas o seu caminho.
Suscitas discordância consanguínea.
Mas hímeros — querer que cintila
entre os cílios belos da virgem –
triunfa,
voz que avulta em concílios que legislam.
Não há quem resista a Afrodite,
deusa que brinca.
Antígone, Sófocles.
Tradução de Trajano Vieira.
– Post recebido por e-mail. Muito obrigada.