Canto I

Uma árvore de nuvens cresce dentro da minha cabeça, um fruto azul, seco, de uma nostalgia inexplicada, não tenho passado, não tenho futuro, não tenho qualquer forma de tempo nos meus pés, folhas de gás pingam melancolia sobre a terra, uma árvore azul crescer dentro dos frutos gaseados, uma cabeça de árvore seca inexplicavelmente presente [...]

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A Si Mesmo – Leopardi

A SE STESSO (Canti, XXVIII)
Or poserai per sempre,
Stanco mio cor. Perì l’inganno estremo,
Ch’eterno io mi credei. Perì. Ben sento,
In noi di cari inganni,
Non che la speme, il desiderio è spento.
Posa per sempre. Assai
Palpitasti. Non val cosa nessuna
I moti tuoi, né di sospiri è degna
La terra. Amaro e noia
La vita, altro mai nulla; e fango [...]

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Um desenho

E uma pintura: “Perpetuação dos segundos” está aqui.

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Poesia do cotidiano

AN AFTERNOON
As he writes, without looking at the sea,
he feels the tip of his pen begin to tremble.
The tide is going out across the shingle.
But it isn’t that. No,
it’s because at that moment she chooses
to walk into the room without any clothes on.
Drowsy, not even sure where she is
for a moment. She waves the hair [...]

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Ingerir beleza

If you want me fragile, I’ll be your flower, if you want me crawling I’ll be your maggot. Touch this skin, as smooth as satin. I’ve carved your name in it, I wrote you psalms, I was calm when I took a fountain pen and wrote all my truths around my veins. Veiled, like a [...]

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Preguicinha felina

Bruninho

Miúda

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André Breton

Sur La Route de San Romano
La poésie se fait dans un lit comme l’amour
Ses draps défaits sont l’aurore des choses
La poésie se fait dans les bois
Elle a l’espace qu’il lui faut
Pas celui-ci mais l’autre que conditionnent
…..L’oeil du milan
…..La rosée sur une prêle
…..Le souvenir d’une bouteille de Traminer embuée sur un plateau d’argent
…..Une haute verge de [...]

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Visionário, em grego é alafraïskiotos. Eu sei, não é fácil pronunciar e nem mesmo escrever, mas eu gosto dessa palavra. É da mesma família poético-fonética de adyton e acheiropoïtos. É musical, aérea, e quer dizer, literalmente, “que tem uma sombra leve”. É como se designa, em grego, aqueles que têm o dom do porvir, não [...]

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Três poemas de Bruno Prado

Bruno Prado.
VEREDA
“Tua sina te assina esse destino”
Konstantinos Kaváfis
Buscar-se um oriente: mística, indomável fera.
Caminho raro — bravio retorno; esquecidiço…
Impulsivamente — faz-se do destino, o roteiro;
Outro sol — indefinida senda — ao impossível…
É ilusão volver — douto velho — tempo fugidio;
Sem mais — asa incinerada — a fuga é o regresso…
Do livro Líquen.

Sobe aos pés
o silêncio do [...]

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Hell don’t know my fury

Mais Fionna Apple, porque gosto de mulheres que se descabelam no palco e hoje é sexta-feira – dia de se descabelar.  Tenham um ótimo fim de semana.
A Mistake

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Le Jardin des délices

Le Jardin des délices, 2009 – Priscila Manhães Lerner.

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My pretty mouth will frame the phrases…

Fast As You Can – Fiona Apple.
Há vídeos melhores no YouTube, mas sem tag pra postar no blog.
Se preferir veja aqui.

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Henri Matisse
.
AS MÃOS tocam a tarde
na clavícula
escorre a navalha
sobre a pele — fere;
o espinho da palavra
perfura os dedos,
uma fala ferida
que beira o colapso,
escorre
o sangue,
sem desespero —
o estranhamento
a transitar — perdido
sorrir
naquilo que escrevo —
descer além;
lançar-se às chamas,
ao calor,
deitar o corpo
da linguagem
e largar-se
libertar-se de qualquer sentido
que não o delírio
Bruno Prado
Mais poemas do Bruno na Germina.

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