Ah, no fim, a alma que muito busca acaba sempre mais vazia, vai, sofre, busca busca busca e só consegue ampliar horizontes, descobrir a relatividade das coisas, amar mais lugares, línguas e pessoas, sabendo que jamais terá todas elas.
Eu. O pronome maldito. Eu. Me atrevi. Eu, essa pessoa que sempre precisa do absoluto, estudar mais, aprender novas línguas. Eu que tive a coragem de me reproduzir voragem (no começo morri de medo de me nascer um espelho, com a pinta na perna e tudo), eu, que não engoli o pacote de Cristo (me atrevi), que penso em um terreno antigo, hoje Itália, antes Gália, celtas e uma lua que abençoava a colheita. Prazer em ser. Eu sou de um povo bárbaro, olha e aponta, a cicatriz, tem tinta preta, olha e aponta. Andei, andei, andei e tome lá olha e aponta, nenhuma avó gosta de tatuagens, as italianas, as paulistas, as russas e as cariocas. Mas me reproduzo, e aqui estamos, brotando sob a sola, cogumelos, e se por minha vez assalto Ana e Sylvia, até de Virgínia afanei por linhas tortas, as estrelas não eram as mesmas, mas a lua era, perfeita e estéril a reger nossas marés. E hoje importo o trigo, não comemoro, alta de juros dos produtos importados, mas a lua.
...
Maldita — a pronúncia crespa;
A anti-colheita, a barbárie —
Tua escrita: sangue, âmago; uva.
És deusa, Ártemis — ambrosíaca.
Priscila Manhães
Obrigada, beibe.
Fred Matos
… mas a lua…
a lua é menor que a tua alma, o universo menor que teus desejos e o belíssimo texto atesta que vazia não és, és avante.
beijocas.
Priscila Manhães
Gentileza sua, Fred.
Um beijinho
Gabriel
http://www.flickr.com/photos/sejogaplaymobil/2598174865/
vc dando pinta no dama. ne? ahhaha
=P~
Priscila Manhães
hahahah adorei a foto!
beijo, gabis!
Gabriel
ta no site da skol beats tbm, essa e pelo menos mais 3, é só procurar no histórico.
bjo linda
Felipe S.
Adorei