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"Eu dentro do templo chuto o tempo. Uma palavra me delineia VORAZ" Ana Cristina César

Fragmento do Frio – Paul Auster

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FRAGMENTS FROM COLD

Because we go blind
in the day that goes out with us,
and because we have seen out breath
cloud
the mirror of air;
the eye of the air will open
on nothing but the word
we renounce: winter
will have been a place
of ripeness.

We who become the dead
of another life than ours.

FRAGMENTO DO FRIO

Porque seguimos cegos
pelo dia que segue conosco,
e porque vimos nossa respiração
nublar
espelho de ar,
o olho aéreo abrirá em
nada além da palavra
que renunciamos: inverno
terá sido um lugar
de perfeição.

Nós, tornados mortos de
outra vida que não a nossa.

Paul Auster
Tradução: Priscila Manhães Lerner

2 Comments


  1. Luís Henrique
    Sep 18, 2009

    Minha cara colega mitológica de cerveja não vivida…
    Que coincidência ver uma tradução sua de Paul Auster.
    Coincidência de diversas maneiras.
    Primeiro, porque o tema do acaso e da coincidência é tema insistente em Paul Auster.
    Segundo, porque estava lendo-o agora há pouco.
    Terceiro, porque estou escrevendo um projeto de doutorado que vai discorrer sobre seus trilhos.
    Enfim, como ele diria, a coincidência como a rima da vida.
    Beijocas
    L.


  2. Priscila Manhães
    Sep 21, 2009

    Hahahhaa, só você, Lu!
    Nossa cerveja é mitológica!
    Que bom ter você por aqui. Me liga, me escreve.
    Um beijinho

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