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for: ‘November, 2009’

Dois poemas de Eugène Guillevic

SE JE N’ÉCRIS PAS CE MATIN

Se je n’écris pas ce matin
Je n’en saurai pas davantage.

Je ne saurai rien
De ce que je peux être.

SE ESTA MANHÃ NÃO ESCREVER…

Se esta manhã não escrever
Nada a mais vou ficar sabendo

Não vou saber nada
Do que posso ser.

LORSQUE J’ÉCRIS NUAGE…

Lorsque j’écris nuage,
Le mot nuage.

C’est qu’il se passe quelque chose
Avec le nuage

Qu’entre noux deux
Se tisse un lien.

Que pour nous réunir
Il y a une histoire

Et quand l’histoire est fine
Le roman s’écrit dans le poème

QUANDO EU ESCREVO NUVEM…

Quando eu escrevo nuvem,
A palavra nuvem.

É que acontece alguma coisa
Com a nuvem,

Que entre nós dois
Se tece um laço,

Que para nos unir
Existe uma história.

E quando a história acaba
Escreve-se o romance no poema.

Eugène Guillevic
Tradução: Priscila Manhães Lerner

Come On Over (Turn Me On)

Mark Lanegan e Isobel Campbell, uma voz extremamente masculina e outra extremamente feminina.

O amor moral

Platão, Pascal, Stendhall, Rougemont: tendo todos escrito longamente sobre as formas possíveis de amor, não sei se algum deles pensou no amor moral. Não o amor por obrigação moral, como aquele que se deve ter pelos pais ou pelos filhos, mas o amor que nasce da exaltação das qualidades morais de outra pessoa. Um amor que não é físico, romântico ou cortês. Um amor infinitamente realista e prático. Um amor que não depende de nenhuma suspensão, de nenhuma idealização, de nenhum desejo. Um amor que nasce de uma espécie de consciência.

Dois sóis noturnos

Dois sóis noturnosonde há a noite, existem o desejo e a carne… Este projeto de Bruno Prado e Priscila Manhães é um diálogo entre a poesia do desejo e a pintura da carne; a escritura e a figuração intrincadas no furor da linguagem.

Aqui, imagem e escritura se inter-relacionam em um corpus poético.

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