Ardil da Saudade
“tua carne-ardil,
uma pequena vinha —
a voz-gemido,
o âmago do vinho”
Bruno Prado
trouxeste-me na pele
um peixe tatuado
nos olhos o verão
maça nos lábios
deixaste-me pássaros
cativos nas coxas
mas levaste-me a sombra
na tua trouxa
anjos e serpentes
com asas encarnadas
deixam nos espelhos
girassóis e vinho
e no âmago da carne
um verso que arde
uma voz que geme
o ardil da saudade
Fred Matos
Mais poemas do Fred, aqui: http://eumeuoutro.blogspot.com/
Fred Matos
Não é charme, Pri: acho sinceramente que o poema do Bruno merecia um diálogo muito melhor, mas estou contente, principalmente porque você gostou e publicando-o envaideceu-me.
Agradeço-lhe e também ao Bruno, mais uma vez, por permitir-me usar os versos do poema dele.
Beijocas
l. rafael nolli
Olá, Priscila! Vi esse belo poema no blog do Fred e resolvi dar um pulo aqui para relê-lo. Muito bom. Beijo.
Priscila Manhães
Fred, eu gostei mesmo do poema. Sempre falo de você pro Bruno. E ele pediu novamente para lhe agradecer e dizer que gostou muito do poema.
E é sempre uma honra ter seus poemas aqui. Obrigada, meu amigo.
Um beijo carinhoso