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"Eu dentro do templo chuto o tempo. Uma palavra me delineia VORAZ" Ana Cristina César

Ardil da Saudade

“tua carne-ardil,
uma pequena vinha —
a voz-gemido,
o âmago do vinho”

Bruno Prado

trouxeste-me na pele
um peixe tatuado
nos olhos o verão
maça nos lábios

deixaste-me pássaros
cativos nas coxas
mas levaste-me a sombra
na tua trouxa

anjos e serpentes
com asas encarnadas
deixam nos espelhos
girassóis e vinho

e no âmago da carne
um verso que arde
uma voz que geme
o ardil da saudade

Fred Matos

Mais poemas do Fred, aqui: http://eumeuoutro.blogspot.com/

3 Comments


  1. Fred Matos
    Jan 04, 2010

    Não é charme, Pri: acho sinceramente que o poema do Bruno merecia um diálogo muito melhor, mas estou contente, principalmente porque você gostou e publicando-o envaideceu-me.
    Agradeço-lhe e também ao Bruno, mais uma vez, por permitir-me usar os versos do poema dele.
    Beijocas


  2. l. rafael nolli
    Jan 05, 2010

    Olá, Priscila! Vi esse belo poema no blog do Fred e resolvi dar um pulo aqui para relê-lo. Muito bom. Beijo.


  3. Priscila Manhães
    Jan 05, 2010

    Fred, eu gostei mesmo do poema. Sempre falo de você pro Bruno. E ele pediu novamente para lhe agradecer e dizer que gostou muito do poema.

    E é sempre uma honra ter seus poemas aqui. Obrigada, meu amigo.

    Um beijo carinhoso

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