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"Eu dentro do templo chuto o tempo. Uma palavra me delineia VORAZ" Ana Cristina César

Dois

Literatura

Nascida contra o branco:
sonha mares e terras,
velocidade e vórtices,
histórias com futuro

- o futuro impaciente
de um pôr-do-sol -

em sua ardósia
cabem curvas e retas,
o mapa dos fósseis
as pegadas de algum pássaro.

Porem a favor:
a linha dos mortos.
É a voz que convoca
para dançar novamente
junto a pedra
suas normas não são lei.
Gasta-se e recria-se.

Um código -
como o sonho e a água
começa no mistério
e não o nega.

Poética

Aspirar o silêncio
e opor-se ao domínio
da palavra flor
sem omitir
as quatro aparições
de seu nome.

2 Comments


  1. Daise
    Jan 06, 2010

    Bonitos poemas, Pri.
    Beijinhos


  2. ...
    Jan 07, 2010

    Belos poemas!

    em especial essa Poética, com sua metáfora de leveza lírica e ao mesmo tempo cortante…

    Parabéns!

    Besitos,

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