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	<title>Dias de Voragem &#187; Poemas</title>
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		<title>Hóspede</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Jun 2010 21:15:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>priscila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>

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		<description><![CDATA[Observo da porta a poeira em suspensão, a luz tardia nas cortinas, e todo o tempo o fantasma está lá: o percebo lâmina de nada em um piscar de olhos, o ar que interroga uma página em branco a música difícil dos ossos. Tem ocupado seu lugar ao lado de outras sombras. Uma falha no ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Observo da porta a poeira em suspensão,<br />
a luz tardia nas cortinas, e todo o tempo<br />
o fantasma está lá: o percebo</p>
<p>lâmina de nada em um piscar de olhos,<br />
o ar que interroga uma página em branco<br />
a música difícil dos ossos.</p>
<p>Tem ocupado seu lugar ao lado de outras sombras.<br />
Uma falha no sangue, esboço tenaz.<br />
Algo que não consigo isolar  ainda que o intente.</p>
<p>É rápido e fugaz, sem pressa.<br />
Simples como a noite é simples,<br />
Quando a noite cai com sobriedade.</p>
<p>Há muito que as palavras deixaram de me ajudar<br />
mas às vezes as chamo seguindo um velho hábito<br />
Ele, então, brilha um instante, ondea e se dissipa,</p>
<p>e um punhado de escuridão toma seu lugar até desvanecer.<br />
Antigas palavras, antigos hábitos &#8230;<br />
Nem mesmo a noite é suficiente.</p>
<p>Ligeira e lenta como uma suspeita,<br />
a luz da manhã atravessa o quarto<br />
e tudo gira uma vez mais<br />
na roda das aparições.</p>
<p><strong>Priscila Manhães</strong></p>
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		<title></title>
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		<pubDate>Thu, 25 Mar 2010 02:09:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>priscila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>

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		<description><![CDATA[Come splendore che ritorna luce nel riposo del cielo, l’orizzonte, la musica è il silenzio della fiamma che si pesa nel cuore, e schiude in sé l’angelo ch’è metafora di te.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Come splendore che ritorna luce<br />
nel riposo del cielo, l’orizzonte,<br />
la musica è il silenzio della fiamma<br />
che si pesa nel cuore, e schiude in sé<br />
l’angelo ch’è metafora di te.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Desires</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Mar 2010 03:41:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>priscila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>

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		<description><![CDATA[Fotografia: Nabuyoshi Araki. &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.Ma Bohème &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.Do olho-músculo &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.amatório, daqui &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.falas, daqui &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.chamas – ao vagido da boceta, bocaberta ar-, arfante ante a TV vulgar, desces, ao sangue sem sacrifício, à jugular ardente da pantera num táxi desces, à jungle brilhante das boates, às florestas de ácido e acrílico desces, &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.desces ao dragão de veias entupidas ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://diasdevoragem.com/wp-content/uploads/2010/03/Nabuyoshi-Araki.jpg" target="_blank"><img src="http://diasdevoragem.com/wp-content/uploads/2010/03/Nabuyoshi-Araki.jpg" border="1" alt="na" /></a><br />
Fotografia: Nabuyoshi Araki.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.</span><strong><span style="color: #bd041a;">Ma Bohème</span></strong></p>
<p><span style="color: #ffffff;">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.</span>Do olho-músculo<br />
<span style="color: #ffffff;">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.</span>amatório, daqui<br />
<span style="color: #ffffff;">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.</span>falas, daqui<br />
<span style="color: #ffffff;">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.</span>chamas –</p>
<p>ao vagido da boceta, bocaberta<br />
ar-, arfante ante a TV vulgar,<br />
desces,<br />
ao sangue sem sacrifício,<br />
à jugular ardente da pantera num táxi<br />
desces,<br />
à jungle brilhante das boates,<br />
às florestas de ácido e acrílico<br />
desces,<br />
<span style="color: #ffffff;">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.</span>desces<br />
ao dragão de veias entupidas<br />
no toalete, à girl de gengiva vermelha,<br />
à gente fedendo a dinheiro<br />
no saguão flutuante de negócios,<br />
à boca de fumo e riso, às coxas<br />
que no agora infræterno te entretêm,<br />
ao ladrilho fosfóreo onde rolam glóbulos<br />
brancos e verdes<br />
à poça verde<br />
sorriso verde<br />
(EXIT no luminoso verde,<br />
que lês:<br />
<em>Au Cabaret-Vert!)</em><br />
e além</p>
<p>desces<br />
e desces ainda<br />
até àquela palavra afta<br />
(em <em>Desires</em>) fotografada por Nabuyoshi Araki</p>
<p>e tornas</p>
<p>ao olho, músculo amatório,<br />
<span style="color: #ffffff;">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</span>de onde falas,<br />
<span style="color: #ffffff;">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</span>de onde chamas.</p>
<p><strong><span style="color: #bd041a;">Age de Carvalho</span></strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ofício</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Mar 2010 01:26:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>priscila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>

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		<description><![CDATA[Escrevo com o tempo com o fogo nos dedos sobre o muro do dia. Escrevo quando durmo e não me escutam escrevo para despertar escrevo dando voltas como um pássaro escrevo no ar e na terra. Escrevo porque não tenho outro lugar porque meu amor me pergunta escrevo para lhe fazer feliz para admirá-lo diariamente. ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Escrevo com o tempo<br />
com o fogo nos dedos<br />
sobre o muro do dia.</p>
<p>Escrevo quando durmo e não me escutam<br />
escrevo para despertar<br />
escrevo dando voltas como um pássaro<br />
escrevo no ar e na terra.</p>
<p>Escrevo porque não tenho outro lugar<br />
porque meu amor me pergunta<br />
escrevo para lhe fazer feliz<br />
para admirá-lo diariamente.</p>
<p>Escrevo com os braços que encontro<br />
escrevo para o mundo que não encontro.</p>
<p>Escrevo<br />
para não me repetir.</p>
<p><strong>Priscila Manhães Lerner</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title></title>
		<link>http://diasdevoragem.com/2010/03/10/3069/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 18:50:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>priscila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bruno Prado]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>

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		<description><![CDATA[Amoureux au Bouquet &#8211; Marc Chagall . &#8220;Paradiseas manhans! riso dos céus” Sousândrade Deixa tocar-te a íris dos olhos com a força que não se permite qualquer palavra tocar-te o pulso, o abismo convulso — deixa dilatar a estrela inerte que fenda tua boca, dessatar o jasmim, o nó de rio dos nossos lábios deixa ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://diasdevoragem.com/wp-content/uploads/2010/03/943.jpg" target="_blank"><img src="http://diasdevoragem.com/wp-content/uploads/2010/03/943.jpg" border="1" alt="Chagall" width="282" height="401" /></a><br />
Amoureux au Bouquet &#8211; Marc Chagall<br />
<span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: right;">&#8220;<em>Paradiseas manhans! riso dos céus</em>”<br />
Sousândrade</p>
<p>Deixa tocar-te a íris dos olhos<br />
com a força<br />
que não se permite qualquer palavra</p>
<p>tocar-te o pulso,<br />
o abismo convulso —</p>
<p>deixa dilatar a estrela inerte<br />
que fenda tua boca,</p>
<p>dessatar o jasmim,</p>
<p>o nó de rio dos nossos lábios</p>
<p>deixa que se perca em nós<br />
nossa mais vacilante aurora</p>
<p>deixa-te,<br />
agora, agora e agora</p>
<p><strong><span style="color: #3366ff;">Bruno Prado</span></strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title></title>
		<link>http://diasdevoragem.com/2010/01/18/3039/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Jan 2010 00:51:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>priscila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bruno Prado]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>

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		<description><![CDATA[Detalhe de Battaglia delle Amazzoni, de Anselm Feuerbach. Uma rainha amazonas: Pentesiléia. Entrou na guerra de Tróia por matar sem querer Hipólita, a irmã, numa caça&#8230; Aquiles entrou na guerra pra buscar de volta sua recompensa (amada) e, principalmente, vingar a morte de Patroclo (que usou sua armadura e foi morto por Heitor – por engano). ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://diasdevoragem.com/wp-content/uploads/2010/01/Pentesilea.jpg" target="_blank"><img src="http://diasdevoragem.com/wp-content/uploads/2010/01/Pentesilea.jpg" border="1" alt="Pentesiléia" /></a><br />
Detalhe de <em>Battaglia delle Amazzoni</em>, de Anselm Feuerbach.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma rainha amazonas: Pentesiléia. Entrou na guerra de Tróia por matar sem querer Hipólita, a irmã, numa caça&#8230; Aquiles entrou na guerra pra buscar de volta sua recompensa (amada) e, principalmente, vingar a morte de Patroclo (que usou sua armadura e foi morto por Heitor – por engano).</p>
<p style="text-align: justify;">O encontro de ambos não ocorreu na Ilíada de Homero, que conta a guerra de Tróia, mas na Aethiopis (ou Etiópias) dado por autoria a Artino de Mileto, e que nos restaram uns dois ou três fragmentos: o que narram? O que ocorreu depois da guerra de Tróia (o final dela).</p>
<p style="text-align: justify;">Em especial a ajuda que os troianos receberam dos etíopes, mas narra, também, o encontro dessa rainha amazonas com o guerreiro aqueu. Os povos glorificavam-nas, as amazonas, como aos deuses, semi-deuses e daemons&#8230;. Ele era conhecido por ser o maior dos guerreiros, o de pés ligeiros.</p>
<p style="text-align: justify;">O fato: a questão das palavras é irrisória, Aquiles quase perdeu a batalha por uma aparente paixão que se deu naquele ato; oras, no meio de uma batalha: Sim!</p>
<p style="text-align: justify;">O que não fala o poema: Moira-morte (o destino; sina; fardo) espreitava o guerreiro de-vida-curta, mas os oráculos diziam que só com Aquiles é possível derrotar Troia. Realmente o era.</p>
<p style="text-align: justify;">A fratura: no instante antes do golpe final (o pré-golpear), cruzaram-se os olhos – dois guerreiros belos, invencíveis (um novo fardo): o golpe, a desfazer o fardo. A guerreira é abatida pelo derradeiro golpe.</p>
<p style="text-align: justify;">O guerreiro observa a amazonas e chora! Naquela morte cheia de honras não houve vitória.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">&#8230;<br />
</span><strong>AQUILES FURISSOANTE</strong><br />
e Pentesiléia crina-bela,</p>
<p>ambos,<br />
no olhuzir do embate;<br />
o último combate</p>
<p>na fratura do instante:</p>
<p>ambos,</p>
<p>o não-arbítrio de Eros<br />
à íra de Ares —</p>
<p>flechados;</p>
<p>fechados<br />
no impossível entreato</p>
<p>o total transitório;<br />
a ambrosia; o hiato —</p>
<p>afrontou a sina;<br />
a divindade-morrediça —</p>
<p>e lancinou-se o indizível;<br />
o transquerer —</p>
<p>o louro louro dentre sangue;<br />
a lágrima ferina —</p>
<p>no furor,<br />
o mais ungido fato</p>
<p>que será sempre nunca:</p>
<p>não-ato</p>
<p>Texto e poema de <strong>Bruno Prado</strong>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Dois</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 19:31:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>priscila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>

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		<description><![CDATA[Literatura Nascida contra o branco: sonha mares e terras, velocidade e vórtices, histórias com futuro - o futuro impaciente de um pôr-do-sol - em sua ardósia cabem curvas e retas, o mapa dos fósseis as pegadas de algum pássaro. Porem a favor: a linha dos mortos. É a voz que convoca para dançar novamente junto ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #a30009;">Literatura</span></strong></p>
<p>Nascida contra o branco:<br />
sonha mares e terras,<br />
velocidade e vórtices,<br />
histórias com futuro</p>
<p>- o futuro impaciente<br />
de um pôr-do-sol -</p>
<p>em sua ardósia<br />
cabem curvas e retas,<br />
o mapa dos fósseis<br />
as pegadas de algum pássaro.</p>
<p>Porem a favor:<br />
a linha dos mortos.<br />
É a voz que convoca<br />
para dançar novamente<br />
junto a pedra<br />
suas normas não são lei.<br />
Gasta-se e recria-se.</p>
<p>Um código -<br />
como o sonho e a água<br />
começa no mistério<br />
e não o nega.</p>
<p>&#8230;</p>
<p><strong><span style="color: #a30009;">Poética</span></strong></p>
<p>Aspirar o silêncio<br />
e opor-se ao domínio<br />
da palavra flor<br />
sem omitir<br />
as quatro aparições<br />
de seu nome.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Ardil da Saudade</title>
		<link>http://diasdevoragem.com/2010/01/04/ardil-da-saudade/</link>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 00:54:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>priscila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://diasdevoragem.com/2010/01/04/ardil-da-saudade/</guid>
		<description><![CDATA[&#8220;tua carne-ardil, uma pequena vinha — a voz-gemido, o âmago do vinho” Bruno Prado trouxeste-me na pele um peixe tatuado nos olhos o verão maça nos lábios deixaste-me pássaros cativos nas coxas mas levaste-me a sombra na tua trouxa anjos e serpentes com asas encarnadas deixam nos espelhos girassóis e vinho e no âmago da ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>&#8220;tua carne-ardil,<br />
uma pequena vinha —<br />
a voz-gemido,<br />
o âmago do vinho”</em></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Bruno Prado</strong></p>
<p>trouxeste-me na pele<br />
um peixe tatuado<br />
nos olhos o verão<br />
maça nos lábios</p>
<p>deixaste-me pássaros<br />
cativos nas coxas<br />
mas levaste-me a sombra<br />
na tua trouxa</p>
<p>anjos e serpentes<br />
com asas encarnadas<br />
deixam nos espelhos<br />
girassóis e vinho</p>
<p>e no âmago da carne<br />
um verso que arde<br />
uma voz que geme<br />
o ardil da saudade</p>
<p><strong><span style="color: #a70519;">Fred Matos</span></strong></p>
<p>Mais poemas do Fred, aqui: <a title="Blog do Fred" href="http://eumeuoutro.blogspot.com/" target="_self">http://eumeuoutro.blogspot.com/</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>(MY OWN) IDIOTEQUE</title>
		<link>http://diasdevoragem.com/2009/12/21/my-own-idioteque/</link>
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		<pubDate>Mon, 21 Dec 2009 23:12:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>priscila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coisas minhas]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>

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		<description><![CDATA[O frio afaga a pele Derrete gelo milenar Os olhos se perdem Engolem momentos. Disfarça. (But here I&#8217;m allowed) Detrás dos olhos Outros olhos Lábios, saliva, dentes Um orvalho quente As palavras se perdem Nos silêncios covardes Na noite fria Por trás dos olhos (I&#8217;m allowed) Priscila Manhães Lerner]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O frio afaga a pele<br />
Derrete gelo milenar<br />
Os olhos se perdem<br />
Engolem momentos. Disfarça.<br />
(But here I&#8217;m allowed)<br />
Detrás dos olhos<br />
Outros olhos<br />
Lábios, saliva, dentes<br />
Um orvalho quente<br />
As palavras se perdem<br />
Nos silêncios covardes<br />
Na noite fria<br />
Por trás dos olhos<br />
(I&#8217;m allowed)</p>
<p>Priscila Manhães Lerner</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title></title>
		<link>http://diasdevoragem.com/2009/12/19/3016/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Dec 2009 02:38:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>priscila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bruno Prado]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://diasdevoragem.com/2009/12/20/3016/</guid>
		<description><![CDATA[Transplantar o transfinito corpo desmedido   insuflar toda a fúria   em sal-suspiro —   tua carne-ardil, uma pequena vinha —   a voz-gemido, o âmago do vinho   um leopardo rubro, em cântaros; vil felídeo —   a adentrar fundo:   os lábios ao sulco; o sumo de teu vinho Bruno Prado]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://diasdevoragem.com/wp-content/uploads/2009/12/wine.jpg" target="_blank"><img src="http://diasdevoragem.com/wp-content/uploads/2009/12/wine.jpg" border="1" alt="wine" width="425" height="250" /></a></p>
<p>Transplantar<br />
o transfinito corpo desmedido<br />
 <br />
insuflar<br />
toda a fúria  <br />
em sal-suspiro —<br />
 <br />
tua carne-ardil,<br />
uma pequena vinha —<br />
 <br />
a voz-gemido,<br />
o âmago do vinho<br />
 <br />
um leopardo rubro,<br />
em cântaros; vil felídeo —<br />
 <br />
a adentrar fundo:<br />
 <br />
os lábios ao sulco;<br />
o sumo de teu vinho</p>
<p><strong><span style="color: #b8091b;">Bruno Prado</span></strong></p>
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