Fragmento do Frio – Paul Auster

FRAGMENTS FROM COLD
Because we go blind
in the day that goes out with us,
and because we have seen out breath
cloud
the mirror of air;
the eye of the air will open
on nothing but the word
we renounce: winter
will have been a place
of ripeness.
We who become the dead
of another life than ours.

FRAGMENTO DO FRIO
Porque seguimos cegos
pelo dia que segue [...]

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Um conto memorável
     – Essa de negro que sorri na pequena janela do bonde se parece com Mme. Lamort – disse.
     – Não é possível, pois em Paris não há bondes. Além disto, essa de negro no bonde não lembra em nada Mme. Lamort. Tudo ao contrário: é Mme. Lamort quem se parece com essa [...]

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Vice Versa – Mario Benedetti

VICEVERSA
Tengo miedo de verte
necesidad de verte
esperanza de verte
desazones de verte
tengo ganas de hallarte
preocupación de hallarte
certidumbre de hallarte
pobres dudas de hallarte
tengo urgencia de oírte
alegría de oírte
buena suerte de oírte
y temores de oírte
o sea
resumiendo
estoy jodido
y radiante
quizá más lo primero
que lo segundo
y también
viceversa.

Leitura do poema pelo próprio Benedetti.
VICE VERSA
Tenho medo de te ver
Necessidade de te ver
Esperança de [...]

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Contemplai teu amor, Pedra!

Medusa (detalhe), Bernini.
.
Medusa
Fall with me
Through the frigid stars:
Fall wiht me
Through the raving light: –
Sink
Where is no song
But only the white hair of aged winds.
Follow
Into utterness,
Into dizzying chaos, –
The eternal boiling chaos
Of my locks!
Behold thy lover, –
Stone!”

Medusa
Caia comigo
Através das estrelas frígidas:
Caia comigo
Através da luz violenta:
Afunde
Onde não há canção
Mas apenas os cabelos brancos de ventos ancestrais.
Siga
Dentro do absoluto
Dentro [...]

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A Si Mesmo – Leopardi

A SE STESSO (Canti, XXVIII)
Or poserai per sempre,
Stanco mio cor. Perì l’inganno estremo,
Ch’eterno io mi credei. Perì. Ben sento,
In noi di cari inganni,
Non che la speme, il desiderio è spento.
Posa per sempre. Assai
Palpitasti. Non val cosa nessuna
I moti tuoi, né di sospiri è degna
La terra. Amaro e noia
La vita, altro mai nulla; e fango [...]

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Poesia do cotidiano

AN AFTERNOON
As he writes, without looking at the sea,
he feels the tip of his pen begin to tremble.
The tide is going out across the shingle.
But it isn’t that. No,
it’s because at that moment she chooses
to walk into the room without any clothes on.
Drowsy, not even sure where she is
for a moment. She waves the hair [...]

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André Breton

Sur La Route de San Romano
La poésie se fait dans un lit comme l’amour
Ses draps défaits sont l’aurore des choses
La poésie se fait dans les bois
Elle a l’espace qu’il lui faut
Pas celui-ci mais l’autre que conditionnent
…..L’oeil du milan
…..La rosée sur une prêle
…..Le souvenir d’une bouteille de Traminer embuée sur un plateau d’argent
…..Une haute verge de [...]

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Atrás da filigrana

DIECI POESIE SCRITTE IN UN MESE…
Dieci poesie scritte in un mese
non è molto anche se questa
sarebbe l’undicesima.
Neanche i temi poi sono diversi
anzi c’è un solo tema
e ha per tema il tema, come adesso.
Questo per dire quanto
resta di qua della pagina
e bussa e non può entrare,
e non deve. La scrittura
non è specchio, piuttosto
il vetro zigrinato delle [...]

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Apenas três palavras, num poema e numa canção.

THREE WORDS ONLY
Tears from our eyes
Start out suddenly
Until wiped away
By the gentle whisper
Of three words only.
And how should we stifle
Grief and jealousy
That would jerk us apart
Were it not for an oracle
Of three words only?
Three words only,
Full seven years waiting
With prolonged cruelty
Night by night endured
For three words only.
Sweetheart, I love you
Here in the world’s eye
And always [...]

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Crépuscule – Philippe Soupault

Philippe Soupault (02/08/1887 – 12/03/1990)
Crépuscule
Un éléphant dans sa baignoire
Et les trois enfants dormant
Singulière singulière histoire
Histoire du soleil couchant.

Crepúsculo
Em sua banheira um elefante
E três meninos dormentes
História intrigante intrigante
História do sol poente
Philippe Soupault
Tradução de Priscila Manhães e Bruno Prado

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Song: Cherries or Lilies

Canção: Cerejas ou Lírios
Não há mais alternativa à Morte que o Amor,
nem mais alternativa ao Amor que a morte.
A amizade flerta no caminho do Amor,
a dolência no caminho da Morte.
Fazendo quanto podem junto ao leito
com frutas e flores compradas no vendedor do carro.
Não há mais alternativa à Morte que o Amor
nem mais alternativa ao Amor [...]

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O POESIA, NEL LUCIDO VERSO…

Clemente Rebora (1885 – 1957).

O POESIA, NEL LUCIDO VERSO…
O poesia, nel lucido verso
Che l’ansietà di primavera esalta
Che la vittoria dell’estate assalta
Che speranze nell’occhio del cielo divampa
Che tripudi sul cuor della terra conflagra,
O poesia, nel livido verso
Che sguazza fanghiglia d’autunno
Che spezza ghiaccioli d’inverno
Che schizza veleno nell’occhio del cielo
Che strizza ferite sul cuor della terra,
O poesia [...]

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Eros II

Há rusga em que Eros se fruste?
Eros, enreda-reses,
anoiteces à face flébil da núbil,
ocupas, transmarino,
o casebre campesino.
Imortal não há,
tampouco homem — ser-de-um-dia –
imune ao teu desvario.
 
Incriminas quem tem discrímen,
quando enublas o seu caminho.
Suscitas discordância consanguínea.
Mas hímeros — querer que cintila
entre os cílios belos da virgem –
triunfa,
voz que avulta em concílios que legislam.
Não há quem resista a [...]

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